terça-feira, 27 de novembro de 2012

O acaso OU de como Vettel conquistou o título com o (*) na mão...

Um lance, na 1ª volta do GP do Brasil de Fórmula 1, poderia ter mudado o destino do Mundial: o acidente Bruno Senna / Sebastian Vettel. Excesso de cautela do alemão? Afobação do brasileiro? Lance de corrida?
Confesso que não sou grande fã da pilotagem de Bruno Senna. Ainda assim, atribuo a maior parcela de culpa ao piloto alemão. Vettel fez uma largada ultra-conservadora e, por excesso de cautela, trocou a briga pela ponta por uma queda para o meio do grid, onde o risco é bem maior. No lance do acidente, Vettel freou tão cedo que Kimi Raikkonen já poderia tê-lo abalroado, mas optou por passar reto, evitando o choque. Em seguida, ele dá uma guinada para a esquerda e faz a curva, como se não tivesse mais ninguém por perto.
Esse não foi o único momento em que a extrema cautela poderia ter atrapalhado o terceiro título do jovem piloto alemão. Depois da entrada do Safety Car, na relargada, novamente ele foi cuidadoso demais e terminou por prejudicar o campanheiro de equipe, Mark Webber, que também optou por passar reto para não causar problemas, inclusive no seio da equipe. 
Numa rede social, alguns disseram que ele estava com o (*) na mão e eu acredito que é bem por aí, mesmo... Os lances acima, mais a passividade com que se deixou ultrapassar por Felipe Massa, sem opor qualquer resistência, demonstram isso claramente.
Alguns afirmam que cautela não combina com o estilo de pilotagem de Vettel, somado ao fato de ser a primeira vez que ele chegava à decisão com algo a perder. Ele nunca esteve nessa situação e, ao se ver nela, administrou mal. Faz certo sentido. O fato é que, em Interlagos, Vettel só esteve bem quando se viu perdido, desesperado. A recuperação inicial, após o acidente na 1ª volta e, no trecho final do GP, após duas paradas de boxes, em sequência, foram alguns dos momentos em que brilhou a estrela de um verdadeiro campeão. De resto, foi uma das piores corridas dele, em 2012.

*postagem contou com uma "mãozinha" da opinião dos amigos do 'Rascasse / Buteco Racing'!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Um GP do Brasil à altura de uma temporada fantástica da F1.

E chegamos ao final de mais uma fantástica temporada da Fórmula 1. O GP do Brasil fechou, de maneira sensacional, um Campeonato que deixa saudades, em cada apaixonado pela categoria máxima do automobilismo.


Vettel trazia para Interlagos, 13 pontos de vantagem sobre Alonso, na disputa pelo tricampeonato mundial. As McLaren, com Hamilton na Pole, ocupavam a 1ª fila do grid. A seguir, as duas Red Bull, com Webber à frente do companheiro de equipe. Massa era o 5º, Alonso, beneficiado por uma punição a Maldonado, o 7º. Sinal verde e, logo na primeira volta, um lance que poderia ter mudado o destino de toda a temporada: Vettel, que havia feito uma largada extremamente cautelosa, terminou por cair para o meio do pelotão, onde o risco inclusive é muito maior. Na tangência da curva do Lago, o alemão freou tão cedo que Raikkonen precisou passar reto, para não abalroá-lo. Bruno Senna, sem a mesma experiência, acertou o carro do jovem piloto alemão. Um acidente que por pouco não tira Vettel da corrida e, consequentemente, da disputa pelo título. O excesso de cautela, que talvez tenha sido seu maior erro tático, poderia ter lhe custado o tri.
Muitos falam na tão propalada “sorte de Alonso”, mas desta feita, quem deu muita, mas muita sorte mesmo, foi Vettel, que conseguiu seguir na prova apesar de alguns danos ao seu carro. Abbey é muito resistente! Felipe Massa largou bem, logo no S do Senna assumiu a 2ª colocação, mas ainda na primeira volta seria ultrapassado por Jenson Button. Na volta seguinte, Webber tentou passar o brasileiro, que serviu de escudeiro para Alonso, de maneira espetacular, conseguir ultrapassar ambos ao final da reta dos boxes. Em seguida, na 5ª volta, já com os primeiros pingos de chuva a molhar o asfalto do circuito paulistano, o espanhol deu sua primeira escapada de pista, no S, perdendo a terceira posição para Hulkenberg. Button e Hamilton se alternavam na liderança do GP do Brasil, trocando de posição várias vezes, numa disputa caseira emocionante. 7ª volta, Webber roda e Grosjean bate no muro. A esta altura Vettel, em franca recuperação, já era o 6º colocado. 10ª volta e Alonso resolve fazer novo passeio pela área de escape do S. Em seguida, Hamilton, Alonso e Vettel param nos boxes, para colocar pneus de chuva intermediária. Button e Hulkenberg, que apostaram em se manter na pista com os slicks, abriam boa vantagem pros demais.

Após a parada de Vettel nos pits, a equipe Red Bull e, em especial o “mago” Adrian Newey, observavam uma fotografia da parte traseira direita do carro do alemão, para verificar a extensão dos danos causados pela colisão com Senna, na volta inicial.
Lá na frente, Hulkenberg ultrapassava Button e assumia a liderança da prova. Como anda esse Hulkenberg na pista molhada de Interlagos! Na 19ª volta, Alonso e Hamilton voltam aos boxes para recolocarem slicks. O inglês optou pelos pneus duros e o espanhol, médios. Na volta seguinte, foi a vez de Vettel e Webber pararem, praticamente juntos, no pit da Red Bull. Vettel saiu dos boxes exatamente atrás de Alonso e, de certa forma, começou a marcar o espanhol, o que seria suficiente para ficar com a taça. Nesse momento, Rosberg passou com sua Mercedes por detritos espalhados na pista e furou um pneu. Foi o suficiente para a direção de prova, de forma contestável (a Force India chegou inclusive a reclamar), mandar o Safety Car à pista. Hulkenberg e Button voavam à frente, ainda com os pneus slicks do início da corrida, com uma folgada margem sobre os demais. Os dois ponteiros se aproveitaram da entrada do Safety Car, fizeram as trocas de pneus e voltaram ainda à frente.
Limpeza concluída e, na relargada, mais uma vez Vettel agiu com extrema cautela. Dessa vez quem pagou o pato foi o próprio colega de equipe, Webber, que preferiu passar reto do que prejudicar a corrida do parceiro. Hamilton ultrapassou Button e assumiu 2º lugar. Na curva do Lago, Kobayashi passou Alonso, mas logo em seguida, no final da reta dos boxes, o ferrarista retomou a 4ª posição. Ainda muito cauteloso, na volta 34, Vettel permitiu a ultrapassagem de Massa, sem oferecer qualquer resistência ao brasileiro. A chuva voltou a apertar e, ao escorregar na pista, Hulkenberg permitiu que Hamilton retomasse a liderança. Não satisfeito, iniciou uma implacável perseguição ao piloto inglês, que fazia sua despedida da McLaren. Na volta 55, um leve escorregão na freada do final da reta dos boxes foi o suficiente para fazer o carro de Hulkenberg abalroar o de Hamilton. Assim, a liderança da corrida caía no colo de Button. Hamilton “out” (uma pena!) e Hulkenberg penalizado pelo acidente, a meu entender, de maneira um pouco injusta, tendo em vista ter sido um lance “de corrida”...

Vettel, que de maneira inexplicável tinha voltado aos boxes na volta 53, para trocar pneus slicks duros, por compostos médios, teve que retornar duas (!) voltas depois, desta vez para calçar os de chuva intermediária. Aliás, a corrida de recuperação no início e o trecho final do GP, a partir desta trapalhada, foram os melhores momentos de Sebastian em Interlagos. Ironicamente nas duas vezes em que foi obrigado a abandonar a cautela e partir pra cima...

Neste momento aconteceu um dos lances mais inusitados da temporada. Kimi Raikkonen deu uma escapada de pista com sua Lotus e seguiu reto, pelo antigo traçado de Interlagos, até dar de cara com um portão fechado! O finlandês teve que, literalemente, fazer o retorno e voltar à pista. Ao final da disputa, descontraído, Kimi avisou que vai se certificar de que o tal portão esteja aberto, no próximo ano...
Já nas últimas voltas, Vettel ultrapassou Schumacher, com uma boa dose de delicadeza do heptacampeão que se despedia da F1, garantindo o 6º lugar e selando assim a conquista do tricampeonato. Button, à frente, apenas administrava a vitória, com Alonso e Massa completando o pódio. Se havia alguma esperança de uma reviravolta no final, ela se esvaiu quando Paul di Resta bateu forte na subida da Junção, fazendo com que o Safety Car fosse novamente mandado à pista e, proporcionando um final de anti-clímax a um dos melhores GPs da história da categoria. Quão melhor é uma decisão de campeonato em Interlagos, do que em Abu Dhabi!
Pra finalizar, um registro sobre as entrevistas pós-GP, conduzidas por ninguém menos que Nelson Piquet! Não poderia haver Mestre de Cerimônias melhor. Sem abandonar a descontração e o habitual sarcasmo, Piquet soube dizer a coisa certa a cada um dos pilotos, no pódio.
Registre-se ainda que Vettel é o mais jovem tricampeão mundial de Fórmula 1, é apenas o terceiro piloto a conquistar 3 títulos de forma consecutiva e, aos 25 anos, com apenas 5 temporadas completas na categoria, já é dono deste cartel incrível: 3 títulos + 1 vice.

sábado, 24 de novembro de 2012

Rápidas de hoje, em Interlagos

E lá vamos nós, para o GP do Brasil, prova que decide a Temporada 2012 da Fórmula 1.

No Grid, tudo como quase sempre: duas McLaren; duas Red Bull e Ferrari! Mas... Cadê Alonso? 8° (7º, após a punição aplicada a Maldonado). Foi ruim o desempenho do espanhol.

Massa fez um bom Qualifying: 5°. O melhor que se podia esperar dele.


Pole de Lewis Hamilton. Registre-se que das últimas 30 poles da McLaren na F1, desde 2007, 26 foram dele! Outras duas de Alonso, uma de Kovalainen e uma de Button.
Maldonado, 6° na classificação, terminou sendo punido, por não ter atendido sinalização de parar para a pesagem no Q2. O venezuelano perderá 10 posições na grelha de partida.

Previsão p/ amanhã é de chuva, em Interlagos, durante o GP do Brasil. A Ferrari vai precisar muito! Só o imponderável pode ajudar Alonso na disputa. Em condições normais de temperatura e pressão, Vettel já pode se considerar o mais jovem tricampeão da F1!
Finalizando, algumas 'antas' se superaram, nas transmissões de treinos livres e Qualifying. Sem falar num repórter, que chegou a perguntar pro Massa se ele poderia bater de propósito em Vettel!

Mudanças à vista!

Como os amigos da Fórmula 1 puderam perceber, o Blog mudou! E novas mudanças ainda irão ocorrer. A partir de agora, o Blog se chama 'Variante Ascari' e continuará sendo um espaço totalmente dedicado à F1!

O mais importante, o conteúdo, continuará o mesmo. Mas muito em breve vocês poderão conferir a versão definitiva, no seguinte endereço: www.varianteascari.com.br

Esperamos que gostem!

Sigam no Twitter: @VarianteAscari

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Homenagens na cabeça!

Felipe Massa prestará uma bela homenagem ao seu pai, em Interlagos. Ele irá disputar o GP Brasil de F1 com um capacete que reproduz o desenho que Titônio Massa usava, quando disputava provas amadoras de automobilismo. O próprio piloto divulgou a informação, via Twitter, afirmando que o pai ficou muito emocionado com a surpresa.
Outro que também faz suas homenagens em Interlagos, é Lewis Hamilton. O capacete com o qual o piloto britânico irá disputar a prova, em São Paulo, traz uma bandeira do Brasil pintada no topo, além de um agradecimento à equipe McLaren, da qual se despede.
Romain Grosjean optou por prestar tributo aos próprios integrantes da equipe Lotus. Já o heptacampeão Michael Schumacher, se despede da categoria agradecendo aos fãs por compartilharem sua paixão.
Mas nem só de homenagens viveu o Paddock, nesta sexta-feira, em Interlagos. A Sauber confirmou Esteban Gutierrez, como companheiro de Hulkenberg na Temporada 2013, enquanto que a Caterham anunciou Charles Pic, como um de seus pilotos para o próximo ano. O boato da vez, de maior intensidade, dá conta que Alguersuari estaria perto de ser anunciado pela Force India.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BBC elege Senna como maior de todos os tempos.

Nesta semana que antecede a decisão do título da Temporada 2012 da Fórmula 1, a rede britânica BBC divulgou sua lista dos 20 maiores pilotos de F1 de todos os tempos. O melhor de todos, na opinião dos especialistas britânicos, é o brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial da categoria, em 1988; 1990 e 1991.

Senna é seguido pelo lendário Juan Manuel Fangio, pelo inesquecível Jim Clark, Michael Schumacher e Alain Prost. A lista nem é de todo ruim, mas como qualquer outra, é absolutamente questionável. Listas sempre refletirão as opiniões pessoais daqueles que as elaboram, isso quando não são, o que é ainda pior, feitas com o deliberado propósito de agradar o leitor ou tele-espectador. 

Como opinião pessoal é algo que cada um de nós tem, estas listas acabam por ser absolutamente dispensáveis. Este que vos escreve, p. ex., nunca viu o escocês Jim Clark competir. Até mesmo porque, na ocasião do seu acidente fatal, o autor destas mal traçadas ainda iria completar um mês de vida. Mas, pelos relatos dos que viveram sua época, pelos registros em vídeo e pela vasta literatura disponível sobre o esporte, chego a pensar que Clark seja a figura mais icônica desta categoria, a grande personalidade do automobilismo mundial. Obviamente que há uma certa dose de romantismo nisso, até mesmo porque considero os 60´s a era de ouro da F1. Pra mim, é sem dúvidas o maior de todos. E eu sei que você aí também tem o seu preferido, independente de qualquer lista...
Os britânicos, de forma bem similar ao que fazem os órgãos de imprensa brasileiros, capricharam no patriotismo. Colocar Nigel Mansell acima de Nelson Piquet e Jack Brabham, me parece fora de propósito. O próprio Graham Hill, também britânico, mereceria um lugar mais alto que o ‘leão’. A lista traz ainda dois nomes que não conquistaram o título mundial, mas que de fato se tornaram lendas do automobilismo: Stirling Moss e Gilles Villeneuve. Creio ainda que alguns nomes foram supervalorizados, como os de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, ainda em atividade. Podem até chegar lá, mas ainda não o fizeram. Faço uma ressalva a Fernando Alonso, que independentemente da conquista do tricampeonato mundial, já demonstrou talento suficiente para figurar no patamar dos melhores de sempre. Mika Hakkinen é outro que, apesar de ter seus méritos, não faria falta a nenhuma lista. Jackie Stewart e Niki Lauda talvez merecessem um posto mais elevado, mas não há espaço pra todo mundo.
Enfim, esta é a lista da BBC, como eu tenho a minha, você leitor, tem a sua e ninguém nunca terá a definitiva!

1. Ayrton Senna              
2. Juan Manuel Fangio
3. Jim Clark        
4. Michael Schumacher               
5. Alain Prost    
6. Stirling Moss
7. Jackie Stewart            
8. Sebastian Vettel        
9. Niki Lauda     
10. Fernando Alonso
11. Alberto Ascari 
12. Gilles Villeneuve
 13. Nigel Mansell
14. Mika Hakkinen         
15. Lewis Hamilton
16. Nelson Piquet
17. Emerson Fittipaldi
18. Jack Brabham           
19. Graham Hill
20. Jochen Rindt

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Decisão em Interlagos!

A decisão do título da Temporada 2012 da Formula 1, entre Sebastian Vettel & Fernando Alonso, ficou mesmo pro GP do Brasil, no próximo final de semana.

Vettel traz p/ Interlagos, além de uma superioridade técnica, de equipamento, uma boa vantagem de 13 pontos na tabela. Para conquistar o título, basta chegar em quarto lugar. Se Alonso não subir ao pódio, Vettel também conquista o tri-campeonato.
Mas a vantagem pode não ser assim tão ampla. Um acidente ou uma quebra pode significar a perda do título e a Red Bull Racing ainda luta com problemas de confiabilidade, especialmente no que diz respeito ao alternador, que deixou Mark Webber na mão, ontem, no GP dos EUA.

Outro fator que pode embaralhar as possibilidades é o tempo, que em São Paulo costuma ser instável e já tem até previsão de chuvas para domingo. Em pista molhada, os riscos aumentam e, no mínimo, nivelam as chances de cada um.
Apesar da liderança de Vettel e da superioridade das Red Bull, ainda sinto no ar um cheirinho de título do espanhol... Será? Respostas no próximo domingo!